Como a gestão integrada de benefícios e conexão com os colaboradores podem contribuir com a evolução da gestão do RH nas pequenas e médias empresas
Por Armando Ribeiro*
Normalmente, falamos aqui sobre os desafios de RH das grandes corporações – estruturas complexas, times robustos, orçamentos dedicados. Hoje, no entanto, quero abrir espaço para um universo que move a economia brasileira de forma silenciosa e decisiva: o das pequenas e médias empresas.
As PMEs têm um papel central na economia brasileira. Segundo o Sebrae, os pequenos negócios representam 97% das empresas do país e respondem por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
A relevância desse segmento é indiscutível.
Ao mesmo tempo, estudos da McKinsey mostram que pequenas e médias empresas brasileiras operam, em média, com cerca de 54% da produtividade das grandes organizações.
É justamente nesse ponto que está um dos maiores desafios das PMEs.
Produtividade não se explica por um único fator. Ela está diretamente relacionada à capacidade que uma empresa tem de organizar processos, ganhar eficiência operacional e permitir que gestores dediquem mais tempo ao crescimento do negócio e menos tempo às atividades administrativas.
As PMEs movimentam a economia, geram oportunidades e estão próximas da realidade dos colaboradores. Mas, na prática, muitas ainda operam com estruturas administrativas enxutas, processos fragmentados e pouco acesso a soluções que poderiam tornar sua gestão mais eficiente.
Parte importante dessa equação passa pela forma como as empresas cuidam da experiência dos seus colaboradores.
E os benefícios têm um papel cada vez mais relevante nessa construção.
Se antes eram vistos apenas como uma obrigação administrativa, hoje fazem parte da percepção de valor que as pessoas têm sobre a empresa. Influenciam a atração e retenção de talentos, fortalecem o engajamento e contribuem para ambientes mais organizados e sustentáveis para o crescimento do negócio.
Para pequenas e médias empresas, essa discussão ganha ainda mais importância. Em estruturas mais enxutas, cada contratação, cada desligamento e cada ganho de produtividade tem impacto direto nos resultados da operação.
O desafio é que muitas dessas empresas ainda administram benefícios, comunicação interna e demandas relacionadas aos colaboradores de forma descentralizada, consumindo tempo que poderia estar sendo direcionado ao crescimento do negócio.
Não por acaso, uma pesquisa da Deloitte mostra que organizações que oferecem experiências mais estruturadas aos seus colaboradores registram níveis de engajamento até 22% superiores aos de empresas que ainda tratam essa jornada de forma fragmentada.
O dado ajuda a explicar uma mudança importante: benefícios, comunicação e acesso à informação deixaram de ser apenas processos administrativos e passaram a influenciar diretamente a percepção de valor que as pessoas têm sobre a empresa.
O desafio nunca foi a falta de necessidade. Sempre foi a falta de acesso.
Pequenas e médias empresas enfrentam questões relacionadas à gestão de benefícios, comunicação e experiência do colaborador da mesma forma que grandes organizações. A diferença é que precisam resolver tudo isso com estruturas muito mais enxutas.
Foi olhando para essa realidade que desenvolvemos uma frente específica da Beneo voltada para empresas de 1 a 100 colaboradores.
A iniciativa reúne gestão de benefícios, comunicação interna e recursos de RH Digital em uma única plataforma, trazendo a praticidade que as pequenas e médias empresas precisam para organizar processos, reduzir atividades operacionais e apoiar seu crescimento de forma mais estruturada.
O que estamos propondo é uma transformação digital plug and play para empresas que, muitas vezes, não contam com estruturas robustas de RH ou tecnologia.
Ao concentrar benefícios, comunicação interna e conexão com os colaboradores em um único ambiente, simplificamos processos, aumentamos a eficiência operacional e devolvemos tempo para que gestores possam se dedicar ao que realmente importa: fazer o negócio crescer.
Na prática, estamos levando para as PMEs um conceito que já faz parte da nossa visão de futuro: colocar o RH da empresa no celular do colaborador.
Tudo funcionando de forma integrada, acessível pelo celular e pensado para uma realidade em que tempo, simplicidade e eficiência fazem toda a diferença.
Porque crescer de forma organizada não depende apenas de estratégia. Depende também de ter as ferramentas certas para sustentar esse crescimento.
A transformação da gestão de benefícios está diretamente ligada à transformação das empresas.
Quanto mais integrados estiverem os processos, a comunicação e a experiência do colaborador, maior será a capacidade das organizações de operar com eficiência e crescer de forma sustentável.
Para as pequenas e médias empresas, essa mudança representa a oportunidade de substituir controles descentralizados por uma gestão integrada, reduzir esforços operacionais e construir uma estrutura preparada para acompanhar o ritmo do crescimento.
Eficiência não é fazer mais. É fazer melhor. E as empresas que compreenderem esse movimento estarão mais preparadas para crescer de forma organizada, sustentável e competitiva nos próximos anos.
*Armando Ribeiro é CEO da Arista e da Beneo. Também é colunista do Mundo RH.
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